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De acordo com a informação divulgada pela EFAMA - European Fund and Asset Management Association, os activos dos Fundos de Investimento Europeus aumentaram 15,6%, em 2009, passando de um total de 6088 mil milhões de euros no final de 2008 para 7039 mil milhões de euros no final de 2009.
Nesse período, os Fundos Harmonizados (UCITS) registaram subscrições líquidas no valor de 123 mil milhões de euros, o que compara com um montante de 356 mil milhões negativos, observado em 2008.
Os Fundos UCITS de longo prazo (ou seja, excluíndo os Fundos de Tesouraria), tiveram subscrições líquidas no valor de 165 mil milhões de euros, dos quais 66 mil milhões são referentes a Fundos de Acções, 72 mil milhões a Fundos de Obrigações e 44 mil milhões a Fundos Mistos.
Já os Fundos de Tesouraria registaram subscrições líquidas negativas no valor de 43 mil milhões de euros o que contrasta com os 64 mil milhões de euros de entradas líquidas observados em 2008.
No segmento dos Fundos não Harmonizados (Non-UCITS), destaque para os Fundos destinados a investidores institucionais e para os Fundos de Investimento Imobiliários que receberam, respectivamente, 48 mil milhões de euros e 4 mil milhões de euros em subscrições líquidas.
A recuperação do mercado europeu de Fundos de Investimento, em 2009, ficou a dever-se aos seguintes factores:
As baixas taxas de juro de curto prazo motivaram os investidores a procurar alternativas aos depósitos bancários, de modo a conseguirem maiores resultados;
O nível baixo do valor das acções aliado à confiança transmitida pelas medidas adoptadas pelos Governos e Bancos Centrais aumentaram o "apetite" por Fundos de Acções;
A elevada concentração de riqueza financeira em liquidez encorajou os investidores a rebalancearem a sua carteira de investimentos;
O estatuto dos Fundos UCITS como uma marca de âmbito global continuou a impulsionar a venda destes Fundos fora da Europa, especialmente na Ásia.
Ver o press-release da EFAMA (em inglês)
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